![]() |
Oportunidade na adversidade
O GALO - UM JORNAL DO SINDICATO DOS PUBLICITÁRIOS DO PARANÁ - ANO 02 - nº 02 - PÁG.04
|
|
Voluntária ou não, a palavra demissão mais do que nunca anda freqüentando a grande maioria das rodas profissionais do país. Funcionários e empresas têm vivido processos doloridos de separação. E se ela é inevitável, pelo menos os dois lados podem evitar a dor. Eis o nome do remédio: outplacement. Em português claro, é uma técnica de gestão de recursos humanos por meio da qual o demetido tem atendimento de especialistas (pagos pela empresa que o demetiu) para atingir seus objetivos após a demissão da conquista de uma nova colocação à constituição de um negócio próprio. O outplacement surgiu na decáda de 60, nos Estados Unidos, mas no Brasil tornou-se conhecida a partir de 1979. Quem a adotou recentemente, em Curitiba, foi a Umuarama Comunicações e Marketing, que proporcionou este benefício a 19 ex-funcionários. Que benefícios traz? O outplacement é positivo para os dois lados. Primeiro para a empresa, que evidencia sua preocupação com o profissional não só enquanto ele permanece em seu quadro mas também no momento em que é afastado. Ao profissional, por outro lado, dá oportunidade de resgatar o seu papel e responsabilidade diante da carreira, conscientizando-o de que ele é o agente de mudanças de seu próprio destino, e não a empresa. Os processos de outplacement muitas fazem com que os indivíduos encontrem na aparente adversidade, muito mais do que uma nova oportunidade, mas de uma nova vida. O outplacement começa pela assistência ao profissional demitido, para que ele veja com confiança as novas oportunidades, sem as dores da menos-valia, vergonha, revolta, angústia, medo e insegurança. Na etapa da avaliação, global do demitido, ele aprende a ver seus valores pessoais, objetivos, habilidades gerenciais, tendências, interessantes, qualidades que poderão proporcionar novas carreiras. Estratégias de como se colocar no mercado também fazem parte do outplacement, que tem como premissa "ensinar a pescar e não dar o peixe" e nem "produzir enlatados em falsos verniz". |